Thursday, October 19, 2006
Eterno Espanto
Assombro: Notícia antiga, mas ainda me supreende...Qual a melhor reação para, ao entrar num sebo, descobrir na estante de saldos, uma edição de 'Lagoa Azul', com um aviso de que a obra foi traduzida por Mario Quintana enquanto tradutor das Livrarias Globo? Eu me engasguei.
Duas sugestões
Para a Rê, que vem me sugerindo faz tempo, manter uma coluninha ao menos mensal com sugestões de leitura. Já vou indicando dois direto porque sabe-se lá quando viram outros:
Feito Homem. Sem resenhas por enquanto. Para quem gosta de se meter a antropólogo social de vez enquando, pra quem quer entender um pouco mais a mente masculina (um olhar, entendi, tem muito o que dizer) mesmo sendo um membro desta hã..'classe'. Mas só para aqueles que conseguiriam segurar a tentação de dar uma surra no Ned, depois de ter sido 'vítima' dessa armação. Eu, creio, a convidaria prum chá com bolinhos.
Revista Piauí. Uma publicação nova em todo país, com uma equipe de peso. Deem uma lida na 'Apresentação', ali eles a propagandeam melhor do que qualquer coisa que poderia colocar aqui. A primeira frase já diz tudo. Comprei ela hoje, ainda não acabei. Acabo de passar pelas duas páginas do relato do Ivan Lessa no RJ, depois de 28 anos fora do território nacional, e estou no meio da adaptação de O sétimo selo para os quadrinhos. E recomendo de pés juntos mesmo assim.
Até
UPDATE: Pensei até em comentar com indignação ontem a noite, sobre a razão que levaria uma revista cultural gastar duas páginas inteiras (e páginas grandes) com uma bixa milionária completamente estúpida que me fez ter vontade de ir até o Rio só pra dar nele uma 'sova de moral'. Ou, de incluir num editorial um comentário duma evangélica e antropóloga, formada pela Universidade Federal da Bahia, que "utiliza seus conhecimentos de antropologia para identificar as banquinhas de Acarajé livres da influência do Demo". Ou então ter outra página dedicada ao horóscopo, uma falando das influencias de Olavo Bilac, aquele chato parnasiano, sobre a família do Roberto Jefferson.
Mas ai, finda a leitura, entendi. É uma gozação intelectual podre de sarcástica, só pode ser. Que começa na capa (um pinguim comunista de geladeira, pelas mãos do Angeli), atravessa todas as linhas, e atinge a contra-capa. Cáustico...
Mal posso esperar pela próxima edição :}
Posted by Faerum at 6:39 PM
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